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sexta-feira, maio 03, 2013

World Trade Center

Pode chamar de engenharia, pode dizer que é arte. É sempre algo único. E por ser único já é bonito, talvez pela sua efemeridade.

Quem trabalha com o assunto, seja engenharia, seja gerenciamento de projetos vai entender do que falo.


Tags: New York; One World Trade Center

sexta-feira, fevereiro 08, 2013

segunda-feira, dezembro 10, 2012

Gentilimpeza

Ilustração: Benjamin Cafalli

Tags: 1ª Mostra Internacional de Humor sobre Educação Ambiental; Civilidade

quarta-feira, dezembro 05, 2012

Oscar






Tags: Oscar Niemayer; arquitetura; Brasil

sábado, novembro 24, 2012

sábado, novembro 17, 2012

segunda-feira, novembro 12, 2012

quarta-feira, novembro 07, 2012

terça-feira, novembro 06, 2012

quarta-feira, julho 25, 2012

domingo, fevereiro 26, 2012

Portinari em Batatais - 2

Depois postei as fotos dos quadros do Portinari em Batatais, li esta notícia (clique aqui). Passou da hora de tomar iniciativas para preservar essas obras de arte.

Tags: Portinari; Batatais; Preservação; Ipha

sexta-feira, fevereiro 24, 2012

Portinari em Batatais

Quando chegou da Itália, meu avô foi para Batatais, onde nasceram meu pai e alguns de meus irmãos. A cidade povoa minhas memórias infantis e é o pano de fundo de inúmeras histórias dos meus primos mais velhos que eu. Eles tiveram o privilégio de conviver com minha avó Hermínia Rizzo Degani e toda sua capacidade gregária.

Batatais também tem coisas únicas, além de ter gerado tanta gente boa, talentosa e amiga. Na igreja matriz (uma réplica da Capela Sistina) há vários quadros do Portinari, que descreveu cenas bíblicas com sua visão única.

Segundo meu irmão Antônio Carlos (ali, na frente da igreja), o atual padre não permite mais que se fotografem as obras. Então, seguem aqui algumas feitas pelo meu irmão. Quando for a Batatais, passe lá. Na saída, dê uma passada no Zé Bonitinho e peça uma Antárctica. Quem sabe você topa com algum Degani bom de música numa mesa...






 Fotos: Antônio Carlos Degani
Tags: Portinari; Batatais; Degani;

O Carnaval da Cidade Maravilhosa


The City of Samba from Jarbas Agnelli on Vimeo.


Tags: Carnaval; Rio de Janeiro; Keith Loutit; Jarbas Agnell; escola de samba

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

Portinari - 1





Tags: Portinari; Dançarinas; Batatais; Brodosqui

quarta-feira, novembro 23, 2011

Publicidade e arte

Sou daqueles que sempre preferiram os intervalos comerciais aos programas ruins da TV. Um dia já me passou pela cabeça trabalhar com publicidade. Acho que o que me atraía mesmo era a porção arte que ela carrega, mas que a porção comercial.

Não é o caso agora de fazer publicidade ao automóvel em apresentação (mais uma vez, o Júnior Degani indica belezas), mas de ressaltar a arte aí carregada, com tanta suavidade. As imagens ligadas à música maravilhosa contam a arte que os humanos tanto prezam. Aqui, não interessa mais se as vendas aumentarão. Se já estou publicando no meu blog, este vídeo já está cumprindo seu objetivo: ligar coisas belas e que fazem bem ao produto.


Tags: Peugeot; 308; Salone di Ginevra; Publicidade; Arte



segunda-feira, novembro 21, 2011

Gifs psicodélicos criados por David Ope

Esse cara faz umas coisas interessantíssimas. Arte em movimento e não é cinema. Bom de olhar, como toda boa arte. [Fui achar isso na Superinteressante, que diga-se de passagem, continua superinteressantíssima]



 Veja mais aqui.

terça-feira, abril 26, 2011

Minha nota de suicídio - por Renato Cabral

Pensar no fim é uma coisa que a gente sempre evita. É da gente. Do humano. De repente, pensar nele pode fazer com que tudo que possa acontecer antes dele tenha mais valor. Pensar nele pode trazer de volta as lembranças do início. E o fim pode ser o início. Porque o início é o começo do fim e o fim, apenas o final do início. Onde tudo começa e onde tudo acaba é o mistério. Por isso é fascinante.

O texto abaixo do Renato Cabral que retirei dO Ruminante mostra bem essa coisa de fim. Ou de começo. Um texto imperdível.



Minha nota de suicídio

Nenhum testemunho final dará conta do que foi uma vida. Assim como nenhum relato do fim poderá explicar uma existência que acaba. Quando vocês estiverem lendo isso, eu já não estarei…

Das coisas da minha infância eu me lembro dos cantos. Era onde eu me sentia seguro e confabulava contra o mundo, mastigando minhas dimensões ocultas e ruminando as pontes para o outro lado. Toda a quântica deve muito às crianças. Talvez sejam isso os universos paralelos que os físicos tanto apontam o dedo: a brincadeira solitária de um moleque entretido com sua distração.

Sempre me perguntei se era possível contar nossa história por meio daquilo que deixamos nos outros, dos poucos amores ou amigos. Daqueles com quem atravessamos desertos salgados, comemos juntos na mesma mesa durante anos, ou simplesmente compartilhamos nossa angústia numa esquina. E me esbarrando nesse amontoado de gente, conhecendo suas cores, seus sonhos que ficaram pelas margens, o cheiro do seu hálito em mim e o desespero dos seus sorrisos é que descobri: só podemos contar quem somos por aquilo que nos tornamos graças à presença dos outros.

E me lembro dos meus irmãos. Meu irmão sempre me viu como um herói. Nunca disse a ele, mas ele deve saber: como voei alto com sua capa. Os melhores amigos são aqueles que podem passar uma eternidade em silêncio. E assim fomos nós. Minha irmã é a paixão que não terei por uma mulher. Por ser mais nova, me ensinou o pouco que sei sobre cuidar, sobre o medo de perder. Ela também não sabe: mas me deu o melhor presente de todos. Não devo ter filhos. Ainda bem que ela teve.

Para não morrer como um estufado de nada, um inchado de vazio, traço esta promessa de lembrar. Talvez esteja aí nossa única chance. Porque a existência não é esta prosa construída no presente, mas a poesia com que refazemos o nosso passado. Se a vida vale ou não ser vivida eu não sei. Diante da lata de lixo e do estômago vazio, qualquer enlevo que vá além do beco é perda de tempo. Mas a gente sempre dá um jeito de dobrar a fome. Tudo pra poder se perguntar entre uma esquina e outra sobre quem somos e por que estamos aqui.

Quem eu sou começou com meu pai. Só depois de sua morte fui entender o que era realmente ser um homem. E nunca é tarde para fazer as pazes com a covardia e mandá-la de volta. Poucas vezes me senti uma pessoa grande. As únicas vezes quando isso aconteceu era ao lado dele que eu estava. Aprendi com ele a maior das lições: nunca esqueça que construir um lar é menos ter uma morada e mais ter a chance de poder fugir pra casa depois que você for visitar o mundo. Como ele era rico. Morreu sem nada para poder nos dar tudo.

Mas não é possível se tornar homem de verdade até que você conheça seu primeiro amor. O meu veio tarde, porque até minha ingenuidade demorou a chegar. Seu primeiro presente pra mim foi um cérebro de uma apis melífera. Depois fui saber que isso era uma abelha. Quando os anos que você viveu com alguém são maiores que a quantidade de brigas, você deve pegar tudo e guardar no mesmo vidrinho com os miolos da abelha, porque realmente vale para o resto dos dias. Foi minha primeira história. Foi a mais longa. Seria fácil dizer que ela sempre será a mulher da minha vida. Mas ela não é. Mas só por ela eu me tornei o homem da minha vida. Quando sua mãe morreu, eu chorei duas vezes. Uma porque perdi a amiga de tantos anos. Outra porque sua mãe era meu último laço com ela.

Aí veio aquela baixinha de cabelos lisos, tão pretos. Tão perfeita, tão irretocável que essa dádiva se tornou minha cruz. Nunca consegui entrar naquele palácio e aproveitar o banquete. Como um vira-lata, os lustres me assustavam e eu dava um jeito de procurar a companhia da Lua e do frio. De tanto amor misturado com descuido, adoeci. E o castelo feito de cristal se quebrou sobre mim. Após o fim, pensei pela primeira vez em me matar. Ainda bem que os apaixonados são tolos. Mas, acredite, meu blefe foi um dos mais sinceros “eu te amo” que já disse. Poucas vezes fui tão inteiro num instante só. E foi naquela noite em que a chamei para namorar. Talvez eu morra sem sentir isso de novo. Ela nunca soube disso. Já estava na hora.

Então, descobri que no escuro também é possível ser feliz. Lá, conheci um novo jardim. Ela era tão linda que nunca consegui soletrar seu nome; preferia chamá-la de Flor. Com ela tive a chance, enfim, de enlouquecer. Nunca fui tão livre. Nunca foi tão sofrido. Nunca fui tão desgraçado na sorte de ser eu. Ela foi mais que meu amor, que minha amante, que meu anjo da guarda. Foi minha parteira. E todas as noites uma de minhas preces vai pra ela. Tudo porque um dia ela pegou na minha mão e me fez aceitar o que talvez seja o desafio de uma vida: olhar para nós sem máscaras. Um homem deve dizer “que pena” apenas uma vez. E eu digo: Flor, que pena não ter dado certo. Mas se há um conforto, é que ela dizia que temos ainda várias vidas pela frente. Como eu gosto de acreditar nisso…

E veio o tempo de ficar sozinho. Mas como é solitário estar só. E numa noite das mais qualquer, eu conheci a mulher que qualquer um gostaria de conhecer. Pela primeira vez não fui arrebatado de cara. Mas porque a vida já tinha me tirado a inocência, eu já tinha olhos para vê-la. E pela primeira vez minhas odes, poemas e serenatas me continham. Eram pra ela e não mais pra mim. Pela primeira vez consegui começar a desaprender sobre aquilo que achava que era. Estava começando de novo de um jeito inédito. Nosso amor, como um soldado, teve que avançar de trincheira a trincheira; atravessar tudo o que a existência faz o favor de pôr no caminho pra nos dizer sobre aquilo que vale a pena. Fomos vencendo as bombas, os arames farpados e, um dia, sem acreditar, sem achar que era possível, nos amamos com tanta simplicidade e força que os poetas e os romances teriam vergonha. Pela primeira vez eu sentia algo maior que ciúmes. Sentia inveja toda vez que ela contava dos outros de sua vida. Era tão fácil ser feliz com ela que já não fazia sentido esperar por outras vidas. Pra quê a eternidade quando já se está nela? Nunca tive a desculpa de dizer que ela era a paixão certa na hora errada. Por isso, já não tento entender o porquê desse barulho absurdo que fazemos quando estamos juntos e que só nós podemos ouvir de tão bonito que é. Morro com esta.

Hoje é o dia de minha morte. E pensar nisso é de uma tristeza tão sem nome, porque viver é uma diversão que a dor só faz aumentar. O que me faz lembrar das duas mulheres que não precisariam estar nestas lembranças: minha mãe, Ana; e a filha de minha irmã, Ana. A gente escolhe apenas uma mulher na vida para morrer junto. Mas escolher duas mulheres pelas quais você morreria é um milagre.

E se não existe os imortais, existe a imortalidade. E a imortalidade é essa graça do outro que conversa dentro de nós, que sorri com a nossa boca e se conserva por nossos dentes. E o eterno é poder ainda, e apesar de tudo, se alegrar por meio desses exageros. Toda existência é o momento definitivo de si mesmo, que apenas se alonga, se irradia ou se adia. É um sopro, que será esquecido um dia, uma centelha que nunca produzirá a faísca igual de uma nova chance. E por isso há tanta beleza em cada acerto ou deslize. Porque em tudo isso há a morte como a melhor testemunha de quem somos, desse único tiro que temos. Se saber morrer é a única forma de aprender a viver, só vamos nos salvar no apocalipse de todos os dias. Por isso, hoje morro. Porque já é hora de começar a viver de verdade.

Que vocês saibam: encontrei a mão de cada um aqui dentro. E por isso não vou sozinho. Esta é minha carta de despedida. A hora de partir chega a cada instante. E, quando eu morrer, fiquem com esta breve nota, porque mesmo para uma morte involuntária, toda chance de despedida vale a pena. Quem sabe não nos vemos por aí de novo. Quem sabe…

Por Renato Cabral

terça-feira, abril 12, 2011

Bike&Art

Arte em duas rodas com música de primeira. Sugestão do Ugo Degani.

FROM STEEL: The Making of a Soulcraft from michael evans on Vimeo.